Sergio Reze iniciou seus estudos de bateria em São Paulo com Zé Eduardo Nazario. Posteriormente mudou-se para os EUA onde graduou-se com Menção Honrosa pelo Musicians Institute of Technology na California. Ainda nos EUA estudou no Murray Spivack Percussion Studio.

 

De volta ao Brasil se tornou um dos bateristas mais respeitados no meio musical. Ao longo de sua carreira está presente em mais de 80 discos gravados.

 

Atua em shows e gravações ao lado de importantes nomes da música brasileira como: André Mehmari, Ivan Lins, Mônica Salmaso, Paulinho da Viola, Zélia Duncan, João Bosco, Dominguinhos, Toninho Horta, Hamilton de Holanda, Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo - Osesp, Orquestra Popular de Câmara, Benjamin Taubkin, Arnaldo Antunes, Ney Matogrosso, Lenine, Chico Buarque, Edu Lobo, Fafá de Belém, Leila Pinheiro, Flávio Venturini, Elza Soares, Arrigo Barnabé, Ivan Vilela, Badi Assad, Zé Renato, Swami Jr., Fabiana Cozza, Ceumar, Palavra Cantada, Marco Pereira, José Miguel Wisnik, Dante Ozzetti, Junio Barreto, Ná Ozzetti, Milton Nascimento, Marcelo Jeneci, Arthur Nestrovski, Ana Fridman, Zé Manoel, Lívia Mattos, Luiz Tatit, Mateus Aleluia, entre outros.

 

Seu trabalho na bateria, marcado por forte identidade estilística, foi finalista do Prêmio Visa de Instrumentistas. Através da utilização de novos timbres e elementos melódicos tem contribuído para a ampliação dos limites do instrumento.

 

Está presente em trilhas para cinema, teatro e dança como: o espetáculo de dança Milágrimas (trabalho ao lado de músicos da Africa do Sul e Brasil registrado em CD e DVD), Tudo o que gira parece a felicidade (CD) da Cia de dança de Ivaldo Bertazzo, Trilha Sonora do Programa de Televisão Vila Sésamo, trilha do curta metragem O Zero não é o Vazio - em duo de percussão e piano com José Miguel Wisnik, trilha sonora do espetáculo de Dança Sem Mim, do Grupo Corpo, entre outras.

 

Ao longo de sua carreira tem se apresentado em diversos países como Alemanha, Áustria, França, EUA, Espanha, Portugal, Inglaterra, Cuba, Argentina, Uruguai, Equador, Bolívia, Colômbia, Nova Zelândia e Japão. E mais recentemente tem intensificado a sua atuação ao lado artistas internacionais como o pianista italiano Giovanni Guidi; o guitarrista israelense Yotan Silberstein; o violonista japonês Takaaki Ohnishi; The Tonkunstler Orchester, na Áustria; solista convidado do compositor norte-americano Patrick Zimmerli na execução do “Concert for Piano, Percussion and Orchestra” ao lado da pianista brasileira radicada em Paris Sônia Rubinsky; com o compositor e multiinstrumentista argentino Carlos Aguirre; na gravação do CD “Fronteiras Imaginárias” ao lado do saxofonista colombiano Antonio Arnedo; o álbum “Blue Abstraction” do guitarrista japonês Shoji Kaneda; com o percussionista israelense Itamar Doari na gravação do disco “O Pequeno Milagre de Cada Dia”. 

 

Sua colaboração de mais de 10 anos com a cantora Ná Ozzetti resultou em turnês e concertos pelo Brasil e exterior e 3 discos gravados: "Balangandãs" vencedor do Prêmio Bravo na categoria melhor disco de MPB, “Meu Quintal” e “Embalar”, vencedor do Prêmio Governador do Estado de São Paulo.

 

Sérgio também tem um profundo envolvimento com a música instrumental e o Jazz. Entre seus trabalhos neste campo estão a participação no disco “Dois Destinos” do violonista Marco Pereira; o grupo Trio+1, que lançou disco homônimo pelo selo americano Adventure Music, que foi muito bem recebido pela crítica especializada. O grupo tem uma agenda de apresentações no Brasil e exterior como no Festijazz, em La Paz, Bolívia; em Havana, Cuba; no Grafenegg Festival na Áustria; no Festival Internacional de Jazz de Punta del Este, no Uruguai; e Savassi Jazz Festival, em Minas Gerais.

 

Neste campo da música também tem uma importante parceria com o músico André Mehmari que resultou em uma grande variedade de concertos e discos. Dois desses trabalhos são os discos “Afetuoso" ( lançado pela gravadora japonesa Celeste) e “As Estações na Cantareira”, ambos em formato de trio com piano, baixo e bateria. O trio tem se apresentado em importantes salas de concerto e festivais dentro e fora do Brasil, como no Ecuador Jazz Festival, Spoleto Festival, de Charleston e The University of Texas at Austin nos EUA, Savassi Jazz, Brasil Jazz Fest, Ilha Bela Jazz, turnê pelo Japão e recente turnê pelos EUA.

 

Como professor, deu aulas na escola Espaço Musical, de São Paulo, e já esteve presente em cinco edições do Festival de Música de Londrina, sendo duas delas como coordenador da Oficina de Prática de Jazz e MPB.

 

Comentários da crítica especializada

 

Sobre a participação no Prêmio Visa de Instrumentistas:

 

...."É um baterista extraordinário, criativo, capaz de saltar de atmosferas tensas para outras de grande ternura em breve instante sem quebra da unidade da apresentação..." (Mauro Dias - Estado de S. Paulo)

 

...."Sérgio Reze fez sua bateria "falar" ...mostrou ser um raro baterista que pensa melodicamente..." (Julio Maria - Jornal da Tarde)

 

Sobre participação no CD "Lachrimae", do pianista André Mehmari:

 

"Mehmari's tone, subtle pedal effects and the frases he uses, as well as the amount of space he leaves open around them carry an arranger's artistic reasoning. And Sérgio Reze's extraordinary brush work, changing the entire texture with a single pontuation, takes the mood from an airy splendor to a rushed pondering." (Bruce Gilman - Brazzil Magazine)

 

Sobre o CD em trio com Célio Barros e Mehmari:

 

"São três músicos brilhantes, refinados, de repertório no sentido mais amplo do termo - vasto e erudito. Pode-se dizer sem susto que são dos melhores músicos jovens em seus instrumentos da cena brasileira”. (Mauro Dias - Estado de São Paulo).

 

"O resultado é excepcional e sofisticado e mostra até onde pode ir a explosiva criatividade e sensibilidade destes virtuosos". (Sérgio Fogaça - Página da Música).

 

Acesse vimeo.com/sergioreze para vídeos.